O som é de alta definição e em 13 edições temáticas de uma hora de duração cada, Brasil Toca Choro traça um panorama histórico do centenário ritmo musical, o primeiro gênero da música urbana tipicamente brasileira, contemplando suas várias tendências, o choro tradicional ou de raiz de Izaías Bueno de Almeida - ativo aos 82 anos - e sua inspiração em novas gerações, como Henrique Araújo e Fábio Peron. Dessa forma, diferentes tempos e estilos se encontram para trazer versões autênticas do choro. Com arranjos inéditos e múltiplas formações, eles vão de solos, duos a octetos.

O programa revela, ainda, a influência do ritmo em ícones da canção brasileira como Tom Jobim e Chico Buarque, passando pelos instrumentistas Yamandu Costa, Hamilton de Holanda, Jaques Morelenbaum e o compositor Laércio de Freitas, considerado o sucessor musical de Radamés Gnattali (1906-1988). Mônica Salmaso e Fabiana Cozza estão entre as poucas cantoras participantes por Brasil Toca Choro, por se tratar de um gênero genuinamente instrumental, com poucas canções cantadas. O programa traz curiosidades e entrevistas com grandes nomes da música brasileira, como Hermeto Pascoal, Waldir Azevedo, Izaías Bueno de Almeida, Maurício Carrilho, Nailor Proveta, Luciana Rabello, Nelson Ayres, Teco Cardoso, Spok, Armandinho e Assis Ângelo, entre outros. A série conta com depoimentos de músicos que construíram a trajetória do gênero, em um total de 130 músicos em combinações diversas num total de 130 composições.
Toninho Carrasqueira, flautista e expoente do estilo, por exemplo, afirma que o choro – tocado em rodas, “enquanto todos varavam a noite bebendo uma cachacinha” – nasceu com uma característica de inclusão, de confraternização. E é essa atmosfera de encontro que o programa busca transmitir a todos, participantes e espectadores. A primeira edição destaca um dos mestres do choro, Pixinguinha. O segundo é dedicado ao Piano e Primórdios do ritmo. Na ordem de exibição estão Outros Sopros, Violões, Acordeon, Maestros Arranjadores, Cavaquinho,Samba Chorado, Choro Canção, Novas Linguagens, Flauta, Outros Sotaques e Bandolim. O programa destaca o som de cada instrumento e, dessa forma, possibilita ao ouvinte perceber tudo o que está sendo executado e a sua importância para o resultado geral. A atração também recorda passagens significativas, curiosas e, por vezes, engraçadas sobre o gênero, por meio da presença da atriz Maria Bia: “eu faço uma contadora de histórias no programa. Eu conto causos sobre esses compositores, esses intérpretes do choro”, explica ela.