quinta-feira, 23 de setembro de 2021

O Tribunal de Rosa dos Ventos estreia dia 2 de outubro no Teatro Arthur Azevedo, de graça

Público infanto-juvenil é jurado no Tribunal de Rosa dos Ventos
Com estética rock e pós-punk, formas geométricas e exageradas, a peça cria o ambiente lúdico da cidade mágica de Rosa dos Ventos. Encenação bebeu na fonte dos filmes Castelo Rá Tim Bim (Cao Hamburger) e O Estranho Mundo de Jack (Tim Burton). Projeto contemplado pelo PROAC Infanto-juvenil, tem quatro finais possíveis e coloca o público infanto-juvenil no interior de um tribunal. A proposta é estimular o senso crítico por meio da apresentação para as cria nças do funcionamento de um júri. Se depender do olhar do dramaturgo Victor Walles as crianças e jovens de hoje, entre 9 e 14 anos, serão adultos de pensamento crítico desenvolvido e esclarecidos em relação à justiça e à honestidade da informação, crescendo com capacidade de analisar fatos, reconhecer e combater notícias falsas. O novo espetáculo do dramaturgo, o segundo de sua autoria para esse público (o primeiro foi Voar – um Musiclown), O Tribunal da Rosa dos Ventos sintetiza sua visão do teatro como ferramenta de transformação social. A peça estreia em temporada presencial de 2 a 24 de outubro, aos sábad os e domingos às 16 horas, no Teatro Arthur Azevedo, na Mooca, de graça.
O Tribunal de Rosa dos Ventos conta a história de uma cidade mágica, toda em preto e branco, habitada por personagens fantásticas, onde as pessoas e os lugares começam a desaparecer. Para investigar os estranhos acontecimentos, julgar e solucionar o problema de Rosa dos Ventos, cinco representantes da população organizam um tribunal e montam um j& uacu te;ri com crianças e jovens da plateia. A votação do público pode levar a diferentes consequências. O espetáculo tem quatro finais possíveis. Desde o começo da carreira, Walles - que estreia na direção - se questiona sobre a importância de fazer teatro para a geração que vem em seguida à sua. “Vivemos um momento histórico delicado, por conta do negacionismo e das notícias falas. O empobrecimento do debate tem sido crescente, uma estratégia política. Isto tem muito a ver com a falta de entendimento da maior parte da população brasileira sobre o que é debate, o que é um argumento válido, o que são fatos consideráveis, o que é o método científico. Esta é uma preocupação que tenho em relação ao futuro do país.” ; ; Victor fala com propriedade, como um jovem periférico, estudante de escola pública a vida toda, que compreendeu o sentido do debate de ideias aos 18 anos, ao fazer cursinho. “Minha preocupação em tratar destes temas vem desde cedo. São assuntos de relevância e contribuição para a construção de uma sociedade politicamente mais participativa, coerente e equilibrada.” Walles considera que o teatro tem uma potência para além da apreciação estética ao suscitar provocações, emoções e propor a troca de ideias. “O espetáculo pretende estimular o senso crítico, por meio da apresentação para as crian& cced il;as do funcionamento de um júri. Vejo o teatro como um instrumento de caráter extremamente pedagógico, a fim de rever posturas, ampliar a recepção da obra para além da apreciação de entretenimento.” Para roteiro O Tribunal da Rosa dos Ventos – De 2 a 24 de outubro, sábados e domingos às 16 horas, no Teatro Arthur Azevedo, na Mooca. Gratuito.