
O Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura, vinculado à Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, é um espaço de preservação e celebração da cultura, memória e da história do Brasil na perspectiva negro africana, assim como na difusão das artes clássicas e contemporâneas, populares e eruditas, nacionais e internacionais.Localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo, foi inaugurado em 23 de outubro de 2004 e possui um acervo de mais de cinco mil obras. Parte das obras, cerca de duas mil, foram doadas pelo artista plástico e curador, Emanoel Araujo, idealizador e atual Diretor Curador do Museu. A biblioteca do museu, cujo nome homenageia a escritora, “Carolina Maria de Jesus”, possui cerca de 6.800 publicações com especial destaque em uma coleção de obras raras sobre o tema do Tráfico Atlântico e Abolição da Escravatura no Brasil, América Latina, Caribe e Estados Unidos. A presença negra africana nas artes, na vida cotidiana, na religiosidade, nas instituições sociais são temas presentes na biblioteca.O museu mantém um sistema de visitação gratuita para todas as exposições e atividades que oferece; um Núcleo de Educação com profissionais que recebem grupos pré-agendados, instituições diversas, além de escolas públicas e particulares. Através do Núcleo de Educação também mantém o programa “Singular Plural: Educação Inclusiva e Acessibilidade”, atendendo exclusivamente pessoas com necessidades especiais e promovendo a interação deste público com as atividades oferecidas.
Exposição de arte contemporânea terá obras de Almir Mavignier, Delmar Mavignier e Gérard Quenum
Mostra de Arte Contemporânea com Almir Mavignier, Delmar Mavignier e Gerárd Quenum – O Museu Afro Brasil apresenta a partir do dia 23 de setembro, uma mostra paralela à 29ª Bienal de São Paulo, com três importantes nomes da arte contemporânea. A exposição da obra gráfica do artista brasileiro, residente na Alemanha, Almir Mavignier, um dos fundadores do movimento da arte concreta. Por muito tempo ausente dos espaços artísticos do Brasil, Almir Mavignier nos seus 84 anos tem merecidamente o reconhecimento Internacional pela sua grande produção artística e pelos extraordinários cartazes publicados na Europa. Discípulo de Max Bill e professor da escola ULM enriquecem seu extraordinário currículo. Seu filho Delmar Mavignier já consolidado como artista gráfico na Alemanha onde também reside, serão as próximas exposições que o Museu Afro Brasil dedica seus grandes espaços para que o público de São Paulo e os que vierem aqui para a 29ª Bienal possam ter uma visão do extraordinário talento de dois grandes artistas, pai e filho. Gérard Quenum é um dos principais artistas francófonos e representa uma nova geração da arte contemporânea do Benin que desde o inicio dos anos 90 venceu os limites de África, ganhando a atenção de colecionadores do Ocidente. É uma arte de criação excêntrica onde destaca o singular estilo escultural com objetos reciclados e o uso de bonecas descartadas trabalhadas com misturas de objetos e materiais diversos, que se tornaram identificação da arte deste jovem artista, que nasceu em Porto Novo, capital oficial da República do Benin, em 1971. De 23 de setembro a 05 de dezembro.