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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Maria Rita aquece noite fria de São Paulo







A noite de sexta-feira foi marcada pelo talento nato da cantora Maria Rita, no Citibank Hall, aqui em São Paulo. Acompanhada de apenas três dos seus "meninos", como ela os chama carinhosamente,  os músicos Thiago, o velho Mazzuca e Cuca enriqueceram a noite.  Um show muito competente e intimista. Com a casa super lotada, show esgotado para hoje e um extra amanhã, ela emocionou os fãs que não paravam de gritar "linda" e "gostosa". 
Maria Rita começou a cantar às 22h40, bem mais tarde que o previsto, e brilhou no palco quando apareceu com um vestido tomara que caia marrom de paetê, sandália alta vermelha e rabo de cavalo. A cantora disse ao público que estava a vontade para cantar e que não era presa a roteiros. Agradeceu também pela casa cheia, pelos ingressos esgotados  "Com esse show sem nome e sem cenário, esse é mais um desafio grande e como tudo na vida tem ciclo, "O samba meu" precisou acabar. Aqui vou fazer o que eu cantarolo em casa, saudades das histórias.... Hoje é um show íntimo com formação musical intimista", comenta ela sorrindo.




"A casa é nossa, a cidade é minha e é muito bom voltar em um show assim. Tô aqui por paixão, naõ sei ficar muito tempo longe do palco, quero me divertir em um clima mais intimista. Obrigada pela presença. Curtam e dancem comigo", dizia a cantora se mostrandu empolgada.

Cantou sucessos dos seus  CDs e músicas que não gravou. "Pagu", "O que é o Amor", "Tá Perdoado", "Cria", "Num corpo só", "Conta outra", "Conceição dos Coqueiros" e "Cupido" fizeram parte do show.  Quando interpretou brilhantemente  a canção "Perfeitamente" e "Nem um dia", de Djavan, arrancou aplausos. Nesse momento o público se animou e acompanhou Maria Rita.
 Os trejeitos hereditários de balançar os braços  marcaram por alguns  momentos a semelhança da inesquecível  mãe  Elis Regina. Mas agito mesmo foi quando Maria interpretou as releituras do Rappa "O que sobrou do Céu" e " Minha alma". Após os pedidos de "Volta", ela cantou "Não Deixe o Samba Morrer", de Alcione a capela. O ponto alto da noite.
 "Coração em desalinho", na voz de Zeca Pagodinho esquentou ainda mais  os fãs.


Sem dúvida, uma noite fria de inverno aquecida pela voz da grande Maria Rita. Nada poderia ter sido melhor.